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quarta-feira, 26 de março de 2008

Off - Pedido de ajuda aos paulistanos

Peço licença aos leitores do blog para fugir do nosso tema e fazer um pedido aos paulistanos que acessam o Vixtraders.

Eu pretendo ir a São Paulo no fim do ano para assistir ao GP do Brasil de F1. Por tudo que já li a respeito do trânsito nos dias da corrida e pelas dicas do Fábio Seixas durante o GP de 2007, pretendo ir ao autódromo de trem.

Para facilitar minha vida, gostaria de indicações de hotéis que fiquem próximos às estações de trem. E, se não for pedir demais, que estas estações sejam próximas de Interlagos ou do aeroporto de Congonhas. Por favor, encaminhem as respostas através de comentários neste post ou para meu email: vinicius (ponto) ronconi (arroba) gmail (ponto) com

Agradeço desde já!

domingo, 23 de março de 2008

Off - Retomando as atividades

Pessoal,

A semana passada foi meio tumultuada para mim e acabou sobrando para o blog logo numa semana bem negativa para a BOVESPA.

Retornei de viagem hoje, mas com um baita atraso. Uma viagem que deveria levar 5 horas acabou durando 8 horas e meia. Quem passou pela BR-101 no trecho entre João Neiva e a Serra a partir das 18:00 sabe bem do que estou falando.

Portanto, hoje vou apenas me atualizar sobre o que aconteceu no mundo nestes últimos 4 dias.

Amanhã o blog retoma suas atividades.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Indiferença da Chevrolet em relação aos clientes

Peço licença aos leitores para fazer um post que não tem nenhuma relação direta com o mercado de ações. Trata-se apenas de uma crítica aos serviços oferecidos pela Chevrolet.


Quem ainda se lembra da crítica que fiz ao excesso de burocracia no setor de Telecom?

No mesmo post elogiei bastante o setor automobilístico, já que fiz a aquisição de um veículo em menos tempo do que a aquisição de um smartphone.

Infelizmente, elogiei cedo demais. A novela da compra do carro só terminou ontem, exatamente dois meses depois.

Na manhã do dia 13 de Outubro de 2007, resolvi fazer um tour pelas concessionárias da cidade para conhecer algumas opções de Sedans pequenos. Fui até a Concessionária Nova Vitória, que vende veículos Chevrolet, conhecer suas opções. O carro que mais me chamou atenção foi um Corsa Sedan. (Sim, ele foi o carro que mais me encantou, já que não quis sequer chegar perto de Astras, Merivas, Vectras, Zarifas e muito menos Ômegas.) Conversei bastante com o vendedor, que foi muito atencioso, discuti sobre condições para a compra do veículo, sanei diversas dúvidas, fiz a avaliação do meu carro e saí de lá bem satisfeito. As condições cabiam no meu bolso.

Após alguns dias de negociação pelo telefone, fui à concessionária no dia 17 de Outubro para fechar o negócio. A promessa: Na previsão mais otimista, em duas semanas o carro chegaria. Na mais pessimista, seriam quatro semanas até a chegada do veículo.

Após um mês de uma ansiedade contida, resolvi ligar para a concessionária na tarde do dia 17 de Novembro. Fui informado pelo vendedor que a GM atrasou a produção do veículo e que eles ainda não tinham uma previsão de entrega, mas em breve eles entrariam em contato. Como sempre, foram bem atenciosos, explicaram como funciona o processo da produção até a chegada do carro na concessionária e justificaram o atraso com o aumento da demanda no fim de ano.

Claro que fiquei um tanto insatisfeito, mas pensei bem: a concessionária também não tinha muito que fazer, então não adiantaria espernear com eles. Neste momento, tive a brilhante idéia de reclamar junto à Chevrolet do atraso na entrega do tão esperado veículo.

Eis que tenho a grande surpresa, que fez azedar toda a relação de confiança estabelecida até então:

(com forte sotaque do interiorrrr de São Paulo) "Senhor, o prazo para entrega dos carros da família Corsa é de 60 a 80 dias."
(com espanto) "Como assim? A concessionária afirmou que na pior das hipóteses o carro seria entregue com 4 semanas."
(com indiferença) "O senhor deve procurar a concessionária e protocolar uma reclamação junto a eles."

Depois disto, voltei a falar com a concessionária e iniciamos então um péssimo jogo de empurra-empurra. A concessionária afirmava que a responsabilidade era da fábrica e a fábrica informava que a concessionária sabia que os prazos não poderiam ser cumpridos. Nesta brincadeira, vocês já imaginam quem foi o único prejudicado nesta história, né? Eu.

Um novo prazo foi estabelecido para a entrega: 03 de Dezembro - Um atraso de 16 dias em relação ao pior dos prazos que eles haviam pedido, ou seja, extrapolaram o prazo em 50% da previsão original.

Na condição de único prejudicado até o momento (dia 20 de Novembro), tentei impor algumas condições à concessionária:

1. Se um carro surgisse até o sábado, dia 24 de Novembro, manteríamos as condições originais da negociação. Se eles encontrariam o carro em outra concessionária, se ele brotaria do chão ou depois de muito esfregar um Celta em um Vectra, não faria a menor diferença para mim. Só queria o carro ainda naquela semana;

2. Eu passaria a financiar o carro junto ao Banco GM em 36 meses. Entretanto, eu poderia realizar o pagamento em até 54 meses sem a cobrança de nenhuma penalidade (multa ou juros). Bastaria simplesmente eu pedir desculpas, já que este era o tratamento dispensado a mim;

3. Um bom desconto no preço final do veículo, que teria como adicionais um banco de couro e a proteção de pintura. (Esta era a opção correta a ser escolhida);

4. Cancelar a compra do veículo.


Num primeiro momento, o vendedor escolheu a opção 4. Depois apelei para o Gerente de Vendas e ele escolheu a opção 3.

Voltei a ligar para a Chevrolet para tentar protocolar uma reclamação contra a concessionária, já que a própria Chevrolet coloca este atravessador para que eu possa fazer a compra. Eles simplesmente não aceitam reclamações contra as concessionárias da marca. Eu deveria protocolar a reclamação na própria concessionária. Ou seja, eles não se importam com a qualidade das empresas que a representam junto ao público em geral.
Já que ninguém no serviço 0800 da GM poderia protocolar minha reclamação, tentei me comunicar através do site. Recebi um email informando que em 48 horas a empresa entraria em contato comigo. Mas por uma grande ironia do destino, a resposta sobre o atraso na entrega do produto que eu comprei atrasou! Ou melhor, não chegou. Eu tive que ligar 96 horas depois para solicitar uma resposta ao meu protocolo. A informação que obtive foi que eles tentaram falar no meu celular no dia anterior, às 09:13.
Aleguei que o telefone estava desocupado no momento e que, de toda forma, eu pago um serviço junto à operadora para me informar quais são as ligações feitas para meu número mesmo quando o mesmo está ocupado ou desligado e não havia nenhum registro de ligação da GM.
Questionei se eles não tentariam fazer novo contato e a resposta foi negativa. Parti então para protocolar uma reclamação contra o péssimo atendimento do 0800. Eles aceitaram o protocolo, mas falaram que não existe nenhum retorno aos usuários sobre este tipo de reclamação.
(mais uma vez o sotaque carregado) "Senhor, este tipo de reclamação apenas será encaminhado ao setor de qualidade, mas o senhor não receberá nenhum retorno deste protocolo."
(com revolta) "Será encaminhado para o setor de qualidade ou para a pasta denominada 'Lixeira'?"
(mais indiferença) "Mais alguma coisa senhor?"
(respirando fundo antes de responder) "Não, obrigado."
(possivelmente com ironia contida) "A General Motors agradece sua ligação."


Alguns dias depois...


Chegamos ao tal dia 03 de Dezembro. Descobri que o carro ainda não havia sido faturado. Recebo nova promessa: dias 12 ou 13 de Dezembro. Desta vez sem erro.

O carro chegou à concessionária no dia 12. Fui até lá para conversar com o Gerente de Vendas, já que até o momento ninguém havia me passado qual seria o desconto dado. Descubro que o grande desconto seria de R$ 300,00. Isto mesmo, R$ 300,00 em um carro que, com todos os serviços contratados, custou R$ 43.950,00. Menos de 1% de desconto por toda esta dor de cabeça.

Frouxo que sou, acabei aceitando. É verdade que o fato da avaliação do meu carro anterior ter sido quase 20% superior à de outras concessionárias pesou para o não cancelamento da compra.

Depois de tudo acertado, eles pediram alguns dias para preparar o carro. Colocar os bancos de couro, fazer a proteção de pintura, aplicar a película nos vidros e instalar o som.

Ontem a novela terminou. Consegui pegar o carro exatamente 2 meses após o início do parto.


Para quem teve paciência de chegar até aqui, as conclusões que tiro são que...

... devo retirar o elogio do post anterior à indústria automobilística;
... nunca vou saber quem tinha razão na briga entre Concessionária e Fábrica;
... por toda a atenção dada pela Concessionária Nova Vitória e pelo desprezo como fui tratado no "Serviço de Atendimento ao Consumidor" da GM, acredito que o problema tenha sido na GM.
... apesar de toda a dor de cabeça, ainda acho os produtos e serviços da indústria automobilística melhores que os de telecom, uma vez que existe outra novela sobre isso, com 2 protocolos na Anatel. Mas esta história fica para depois.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Telecom - Um relato pessoal

Não compro ações de telecom.

Por quê?

Bom, sempre foi um pouco de medo de um mercado mais volátil que a média. Uma hora é a briga pela Brasil Telecom, outra hora é uma mudança profunda no controle de outra operadora.

Mas agora tive mais uma prova de que não devo investir neste setor.

Recentemente tive a oportunidade de fazer duas grandes aquisições: um carro novo e um smartphone.

Em primeiro lugar, a experiência do carro:
Fui à concessionária num sábado pela manhã e fui prontamente atendido, sanaram todas as minhas dúvidas (e não eram poucas, já que sou reconhecidamente chato), pude fazer um testdrive para conhecer o produto antes de comprá-lo. Depois voltei com calma para negociar um desconto e finalmente fechar o negócio.

Tempo gasto nesta última visita: 1 hora.

Finalmente, a experiência do smartphone:
Fui ao shopping num sábado à noite para fazer um tour pelas lojas das operadoras para tentar conhecer os pacotes de dados oferecidos pelas empresas. Em alguns casos fiquei mais de 10 minutos dentro da loja, olhando para todos os vendedores para tentar convencê-los a me atender. Em algumas lojas, não consegui ser atendido. Parecia que eu estava fazendo um favor para as operadoras ao tentar adquirir um produto deles.

Nas lojas em que eu consegui ser atendido, os vendedores não conheciam os planos de dados. Eu falava que queria navegar na internet diretamente pelo smartphone mas os vendedores insistiam que eu deveria adquirir um modem para isto. Fico imaginando a cena: um smartphone em uma mão e um modem com o triplo do tamanho em outra para navegar pela internet. Fantástico!

Desisti. Recorri à moda (nem tão) antiga: fui buscar as informações na internet e descobri que os preços eram diferentes daqueles oferecidos nas lojas.
Apesar de tantos problemas, eu estava decidido a adquirir o tal plano de dados.
Voltei ao shopping numa 4a feira, na hora do almoço. Ao ver o shopping razoavelmente vazio, imaginei que o atendimento seria fácil. Que ilusão!

A operadora escolhida, Vivo(?), tem um balcão de pré-atendimento com 2 pessoas que faz todo o atendimento: tira dúvidas de planos, aparelhos, detalha preços, informa as horas, faz a previsão do tempo, lê mão, joga búzios e tarô. É claro que forma uma fila monstruosa para falar com estes pequenos oráculos modernos. Depois de tudo isto, eles entregam uma senha para que eu pudesse ir para a fila do atendimento.

Depois de mais um tempo na fila, cheguei a um balcão com 6 postos de atendimento, mas que possui apenas a metade funcionando, tanto no sábado à noite, como na quarta-feira na hora do almoço.

Neste balcão fui obrigado a repetir todas as informações que eu já tinha fornecido no balcão de pré-atendimento. Qual é o plano desejado, qual aparelho será adquirido, quais serviços serão contratados, reafirmei que estava ciente da fidelização. Depois disto, o atendente preenche uma infinidade de formulários, briga com a atendente duas mesas ao lado por causa de uma caneta que ela pediu emprestada e finalmente consegui sair de lá com meu smartphone e o novo plano de dados.

Tudo bem. Confesso que nesta parte a operadora de telefonia superou a concessionária. Estou aguardando o carro há 34 dias.

Tempo gasto na operação compra de smartphone: 3 horas.

Precisarei de 24 anos e 6 meses para gastar na operadora de telefonia o mesmo que gastei na concessionária, mas para efetuar a compra do produto, gastei 3 vezes mais tempo.

Acredito que a maioria dos leitores já tenha se convencido que o setor de Telecom tem um problema sério com seus processos. Estes podem parar por aqui.

Para quem não se convenceu, vou tentar encurtar a história: para cancelar o serviço de telefonia anterior, fiquei 1 hora e 40 minutos pendurado no telefone, sendo transferido por diferentes setores do Call Center, numa espécie macabra de visita virtual.

Não me assusta que algumas operadoras estejam apresentando prejuízos em seus resultados trimestrais (como a TIM) e que eles reclamem tanto que a competição no setor tem apertado as margens de lucro.

Portanto, caros leitores, não esperem muitos posts sobre empresas deste setor aqui no blog. Pode até ser que eles apareçam eventualmente, mas de forma geral, eu não gosto de acompanhar as ações deste setor.